Se o público não entende o que é só pelo nome, você já começou perdendo
A cena é comum.
Você pede para alguém explicar o seu evento para outra pessoa.
Ela trava.
Gagueja.
Completa com: “é tipo um evento sobre…”
Esse “sobre” é o sinal de alerta.
Quando o nome não carrega a ideia, a venda vira esforço extra.
E esforço extra custa tempo, dinheiro e energia.
O nome vende antes de qualquer anúncio
Antes do site.
Antes do post.
Antes do tráfego pago.
O nome do evento é o primeiro contato real com o público.
Ele decide se alguém:
- entende na hora
- ignora
- precisa de explicação
E quase ninguém trata isso como decisão estratégica.
O problema dos nomes genéricos
Summit.
Experience.
Conecta.
Expo.
Talks.
Sozinhos, não dizem nada.
Nomes genéricos até parecem “profissionais”,
mas não comunicam:
- para quem é
- por que existe
- o que a pessoa ganha indo
Resultado:
o produtor precisa compensar na legenda, no vídeo, no anúncio.
Se o nome não promete, o público não entende.
E quem não entende, não compra.
Naming não é criatividade. É clareza.
Muita gente acha que nome bom é o mais criativo.
Na prática, nome bom é o que explica rápido.
Um bom nome de evento responde, mesmo que parcialmente, a três perguntas:
1. Isso é para quem?
O público precisa se reconhecer.
Se todo mundo pode ir, ninguém se sente chamado.
2. O que eu vou ganhar com isso?
Aprendizado, conexão, resultado, experiência.
Alguma promessa precisa existir.
3. Por que isso é diferente?
Tema, formato, profundidade ou contexto.
Algo separa seu evento do resto.
Não precisa responder tudo.
Mas precisa sugerir algo concreto.
O erro clássico: nome bonito, evento invisível
Existe um padrão perigoso em produtores em crescimento:
criam um nome “aberto” demais para não limitar.
Na prática, acontece o oposto.
O evento fica tão amplo que não fixa na memória.
Se o nome poderia servir para qualquer evento,
ele não serve bem para o seu.
Memória é tão importante quanto significado
Além de claro, o nome precisa ser lembrável.
Alguns sinais de alerta:
- palavras longas demais
- termos em inglês sem necessidade
- siglas sem contexto
- nomes que não se pronunciam com facilidade
Se a pessoa não consegue repetir o nome depois de ouvir uma vez,
a divulgação orgânica morre ali.
Um teste simples de bastidor
Faça este teste antes de decidir:
Mostre o nome para alguém do seu público e pergunte:
“O que você acha que é esse evento?”
Se a resposta vier cheia de “acho que”,
o nome não está fazendo seu trabalho.
Outro teste ainda mais duro:
“Para quem esse evento não é?”
Se ninguém fica de fora,
o nome está frouxo.
Nome forte reduz custo de venda
Um nome claro:
- facilita anúncio
- melhora clique
- reduz explicação
- ajuda indicação
Não é só branding.
É eficiência operacional.
Quanto mais o nome trabalha, menos você precisa empurrar.
O papel do produtor nessa decisão
Naming não é detalhe de marketing.
É decisão de produto.
Você não está batizando algo bonito.
Está criando um atalho mental para o público entender valor.
Por isso dá medo.
Porque obriga você a escolher, excluir e prometer.
Mas sem promessa, não existe venda.
Ferramentas como a Evenday ajudam a estruturar páginas, ingressos e comunicação,
mas nenhum sistema corrige um nome que não diz nada.
No fim, pense assim:
se o nome do evento fosse a única informação disponível,
alguém teria vontade de saber mais?
Se a resposta for morna,
o problema não é divulgação.
É o nome.